Doença de Parkinson

A doença de Parkinson é uma condição degenerativa do sistema nervoso central que atinge 1% da população mundial acima de 65 anos segundo a OMS. No Brasil existem ao redor de 200 mil parkinsonianos de acordo com o Ministério da Saúde.

A doença de Parkinson é uma doença neurológica crônica e progressiva, descrita em 1817 pelo médico britânico James Parkinson. Está associada à diminuição da produção de dopamina, um neurotransmissor que atua no envio de mensagens para as partes do cérebro que controlam os movimentos e a coordenação.Quando falta dopamina numa área do cérebro conhecida como substância negra, o controle motor fica comprometido. O tremor é um dos sintomas mais evidentes da doença, mas o Parkinson também pode atingir os músculos responsáveis pela fala e deglutição e, com o passar do tempo, alterar a capacidade cognitiva e a concentração.

No Brasil, estima-se que 200 mil pessoas têm a doença de Parkinson, de acordo com o Ministério da Saúde, e outros 1,5 milhão de familiares, amigos e profissionais de saúde convivam com esses pacientes.Estudos mostram que o número de pessoas com Parkinson irá subir significativamente nos próximos anos, no Brasil e no mundo. A principal causa deste crescimento é o aumento da expectativa de vida e, consequentemente, o envelhecimento das populações. Com o avanço dos tratamentos, os especialistas também preveem que os parkinsonianos vivam por mais tempo.


Diagnóstico da doença de Parkinson

O diagnóstico da doença de Parkinson, principalmente no início, é um desafio e muitas vezes exige mais de uma consulta com um médico especialista. Ainda não existe um exame único a ser feito para detectar a doença. Primeiramente, o paciente passa por uma avaliação clínica, no consultório, onde quatro sinais são procurados: a presença de tremores, a rigidez dos músculos, a lentidão e diminuição dos movimentos e a instabilidade na postura. Nem todos precisam ser constatados para indicar a doença. Se necessário, o médico neurologista pode indicar o uso de medicação. A melhora dos sintomas com o remédio é mais um elemento para sustentar o diagnóstico de Parkinson.
Se ainda houver dúvidas se o paciente tem a doença de Parkinson ou algum parkinsonismo, isto é, doenças com sintomas semelhantes, mas evolução e tratamentos distintos, existem dois exames de imagem que permitem complementar o diagnóstico: a ultrassonografia transcraniana, que mostra as alterações degenerativas na substância negra, e a cintilografia cerebral, que aponta a quantidade de dopamina na região do cérebro.

Tratamento da doença de Parkinson

Embora ainda não exista cura para a doença de Parkinson, com o uso de medicação e técnicas de reabilitação é possível controlar os sintomas e também retardar o seu progresso, melhorando significativamente a qualidade de vida dos pacientes.O uso de medicação pode controlar os sintomas por vários anos. Porém, com o avanço da doença, estes sintomas ficam mais fortes e respondem menos às drogas disponíveis, mesmo com dosagens maiores. Com isso, muitas vezes os efeitos colaterais, como movimentos involuntários, se tornam tão ou mais incapacitantes do que os sintomas primários da doença.

Além das medicações, há uma série de terapias complementares fundamentais para controlar os avanços da doença e garantir a independência do paciente por mais tempo. A fisioterapia ajuda a conservar a força e a flexibilidade dos músculos, melhora a mobilidade e alivia eventuais dores no corpo.

A terapia ocupacional tem como foco orientar o paciente a manter sua autonomia com segurança. O objetivo é oferecer a ele ferramentas para que as atividades do dia-a-dia sejam feitas com tranquilidade e confiança. E a fonoaudiologia trabalha a força da voz para que o paciente mantenha o volume e a clareza da fala, podendo assim manter os laços sociais e afetivos.

A cirurgia de Parkinson também tem se mostrado cada vez mais efetiva e segura. Até recentemente, o procedimento consistia em fazer microlesões em áreas do cérebro, promovendo uma melhora de alguns sintomas apenas. Esta técnica foi substituída pela Estimulação Cerebral Profunda, na qual uma espécie de marca-passo é implantada no cérebro e, a partir de estimulação elétrica de alta frequência, alivia os sintomas, como tremores, movimentos involuntários e rigidez. A intervenção cirúrgica pode ser aplicada nos dois lados do cérebro ao mesmo tempo e é reversível, quando necessário.