Uma dieta rica em peixes pode evitar a doença de Parkinson

17/12/2018
Por Erich Fonoff

Não é de hoje que peixe é considerado um dos alimentos mais saudáveis que existe. Ele contém nutrientes que muita gente não ingere na quantidade adequada. Proteína de boa qualidade, vitamina D e diversas gorduras boas como ômega 3 estão entre eles. E, diversas pesquisas já mostraram os benefícios de colocar peixe no prato com frequência. O principal deles é proteger o coração e reduzir o risco de infartos e derrames. Muitos estudos também já associaram o consumo de peixe com uma maior saúde cognitiva.

Recentemente, o peixe ganha mais um ponto a se favor. Um estudo realizado na Chalmers University of Technology, na Suécia, mostrou uma ligação importante entre o consumo de peixe e uma melhor saúde neurológica no longo prazo. Os pesquisadores descobriram que a parvalbumina, uma proteína encontrada em diversas espécies de peixe, ajuda a evitar a formação de certas estruturas protéicas já associadas ao desenvolvimento do Parkinson.

Um dos marcadores da doença de Parkinson é o acúmulo da proteína alfa-sinucleína. Os pesquisadores suecos observaram que a parvalbumina, aquela presente nos peixes, pode se acumular também e reduzir a atuação da alfa-sinucleína. O dano, assim, seria minimizado e a doença de Parkinson, evitada.

A parvalbumina é encontrada em diversas espécies, mas particularmente em bacalhau, carpa, pargo e vermelho.

A dieta na Doença de Parkinson

Embora não exista uma dieta específica para pacientes de Parkinson, vale levar em conta alguns pontos sobre a levodopa, principal medicação utilizada no tratamento. Ela é absorvida no intestino e seu efeito surge em 30 minutos. Em alguns pacientes, esta absorção fica comprometida quando ingerida com proteína (carnes, leite, peixes, queijos, ovos). Para otimizar seu efeito, o ideal é tomar a medicação de 30 a 45 minutos antes da refeição ou duas horas depois.

Atualizado em 17/12/2018.


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