Cães podem ajudar a detectar a doença de Parkinson

24/07/2017

Quem pensa que o poderoso olfato dos cachorros só é usado para encontrar drogas escondidas se engana. A Universidade Manchester, no Reino Unido, vai iniciar uma pesquisa com cães para descobrir se eles conseguem detectar a doença de Parkinson em pessoas ainda não diagnosticadas.

Os cientistas da instituição inglesa notaram que cães farejadores poderiam ser um aliado no diagnóstico da doença de Parkinson quando a escocesa Joy Milne, bastante sensível a cheiros, notou uma mudança no odor do marido seis anos antes de ele receber o diagnóstico de Parkinson e apresentar os primeiros sintomas.

Estes mesmos cientistas realizaram diversos testes e notaram que Joy realmente conseguia identificar os parkinsonianos de não-parkinsonianos ao cheirar suas peles. Ela, inclusive, foi capaz de detectar um parkinsoniano que ainda não apresentava qualquer sintoma, apenas pelo cheiro de sua pele.

O caso de Joy Milne é extremamente raro, assim como sua capacidade de sentir cheiros. Humanos não têm esse poder todo. Já os cachorros têm essa habilidade nata e aguçada. Eles sentem cheiro 40 vezes mais forte que os seres humanos. Os pesquisadores precisariam, portanto, descobrir quais moléculas de odor estão ligadas à doença de Parkinson para, assim, treinar os cães farejadores. Neste mês, dois labradores e um cocker spaniel começarão os trabalhos para tentar chegar ao que pode ser o exato cheiro do Parkinson.

Estima-se que a doença de Parkinson já afeta mais de 200 mil brasileiros. Até o momento, não existe um único exame para diagnosticar a doença. Quando o diagnóstico é feito, muitas vezes, os sintomas já estão avançados e seu controle, comprometido. Detectar a doença de Parkinson antes mesmo de ela se instalar seria um grande avanço para iniciar o tratamento e, desta forma, reduzir a velocidade da sua progressão ou até mesmo se aproximar da cura.

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