A febre amarela e o Parkinson

Nos últimos meses, o Brasil enfrentou um surto de febre amarela, que atingiu principalmente os estados do Sudeste. Surgiram inúmeras dúvidas a respeito de quem pode tomar a vacina, se ela é incompatível com certos medicamentos e os riscos para quem tem algum outro problema de saúde.

O neurocirurgião Erich Fonoff, diretor técnico do canal Parkinson Hoje, esclarece:

“Os pacientes de Parkinson podem tomar a vacina contra a febre amarela. Os riscos são os mesmos da população geral. Também não há incompatibilidade da vacina com as medicações antiparkinsonianas.”

Por se tratar de uma doença séria e, muitas vezes, fatal, reproduzimos abaixo os principais trechos do texto publicado no portal do Ministério da Saúde. Fique informado e, na dúvida, sempre consulte seu médico!

‘A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores, e possui dois ciclos de transmissão: silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano. O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa.

‘O vírus da febre amarela é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados. A doença não é passada de pessoa a pessoa. A vacina é a principal ferramenta de prevenção e controle da doença.’

‘Os sintomas iniciais da febre amarela incluem o início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maioria das pessoas melhora após estes sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença.’

‘O período de incubação é, geralmente, de três a seis dias após o contato com o vírus. Em situações esporádicas esse tempo pode ser maior com até 10 a 15 dias.’

‘O tratamento é apenas sintomático, com cuidadosa assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Medicamentos salicilatos devem ser evitados (AAS e Aspirina), já que o uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. O médico deve estar alerta para quaisquer indicações de um agravamento do quadro clínico.’

‘No Brasil, a vacinação é recomendada para as pessoas que residem ou que se deslocam para os municípios que compõem a Área Com Recomendação de Vacinação. No entanto, as áreas consideradas de maior risco de exposição são os locais de matas, florestas, rios, cachoeiras, parques e o meio rural que, em geral, abriga vírus, hospedeiros e vetores naturalmente, aumentado o risco de exposição ao ciclo natural da doença.’

‘Na dose padrão será aplicado 0,5 mL da vacina febre amarela, enquanto da dose fracionada será aplicado 0,1 mL. O tempo de proteção da dose padrão é para toda a vida, já com a dose fracionada ela tem duração de pelo menos 8 anos.’

Atualizado em 26/01/2018.