Pacientes de Parkinson podem dirigir?

27/07/2017

O Parkinson, em alguns estágios, tira das pessoas a autonomia de realizar tarefas simples, corriqueiras e para as quais nunca foi dado muito valor. Abotoar uma camisa, fazer a barba, picar uma fruta… O que sempre foi feito ‘no automático’ pode ficar difícil e complicado. Dirigir é um desses desafios. Para a maioria dos pacientes de Parkinson, não há problemas em dirigir nos estágios iniciais da doença. Mas, à medida que a doença progride, o risco pode aumentar. Para quem está enfrentando este momento, vale avaliar a segurança com bastante critério. Veja a seguir até quando pacientes de Parkinson podem dirigir.

Por exigir controle físico e mental simultaneamente e extrema atenção, dirigir é uma atividade complexa que não pode ser subestimada. Para o paciente de Parkinson, o grau de dificuldade chega a ser maior. Saiba porque:

  • Tomar decisões rapidamente e colocá-las em ação acionando freio, acelerador e volante, tudo ao mesmo tempo, não é fácil quando a agilidade está comprometida.
  • O fato de os braços e pernas tremerem também complica os movimentos e a rapidez que dirigir demanda.
  • Os efeitos colaterais das medicações para o tratamento do Parkinson precisam ser avaliados. Alguns pacientes sentem tontura e sonolência, sensações incompatíveis com o volante.
  • A rigidez que atinge tronco, braços e pernas pode inviabilizar a necessidade de um movimento rápido e brusco ao volante.
  • A lentidão dos movimentos, conhecida como bradicinesia, e o congelamento do corpo também tornam perigoso dirigir e reduzem a capacidade de reagir a uma situação adversa.

Até quando pacientes de Parkinson podem dirigir?
A doença de Parkinson apresenta diversos sintomas e, para cada paciente, eles se manifestam de formas e intensidades diferentes. Alguns especialistas costumam dizer que esta é uma doença feita sob medida. Portanto, a hora de parar de dirigir é uma decisão particular e individual, que deve ser avaliada pelo paciente, junto a seu médico, familiares e amigos. Em linhas gerais, no entanto, quando o paciente apresenta falta de coordenação, perda de memória e de noção de espaço, irritabilidade, incapacidade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo e dificuldade para circular em locais conhecidos, talvez seja a hora de uma intervenção pelos cuidadores.

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Atualizado em 28/07/2017.


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